domingo, 21 de novembro de 2010

Marques Mendes na Secção de Queluz

Na próxima terça-feira, dia 23 de Novembro, o Dr. Luís Marques Mendes estará, a partir das 21h, na Secção de Queluz, para debater o tema - Portugal, que Presente e que Futuro.

A iniciativa é da responsabilidade do PSD Queluz e contará com a presença do Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa, Dr. Carlos Carreiras.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Faleceu António Castanheira Bispo

Faleceu no passado dia 10 de Novembro, aos oitenta anos e após doença prolongada, António Castanheira Bispo, estimado companheiro do Partido Social Democrata e antigo Presidente da Junta de Freguesia de Queluz.

Castanheira Bispo nasceu em Dezembro de 1929 e foi ao longo da vida exemplo de cidadania dinâmica e interventiva. Até 1976, foi Presidente da já extinta Casa do Povo de Queluz / Belas. Entre 1977 e 1980 presidiu os Bombeiros Voluntários de Queluz e o último cargo que ocupou foi o de Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Núcleo de Queluz, entre 1986 e 2001, altura em que adoeceu gravemente.

António Castanheira Bispo foi eleito em 1981 Presidente da Junta de Freguesia de Queluz pela Aliança Democrática, cargo que ocupou até 1985.

O funeral terá lugar amanhã, pelas 10h15 e o corpo sairá para o cemitério de Queluz.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Inevitável Resposta

Na passada semana fui "vítima" de uma atitude pouco democrática e, até, agressiva, por parte da Presidente da Junta de Freguesia do Monte Abraão.
Apesar de considerar o assunto pouco político e nada partidário, já que a Sra. Fátima Campos o tentou levar para esse lado, deixo aqui a minha resposta pública a todas as questões levantadas. Sublinho, no entanto, que a posição abaixo é pessoal.

Muitos foram os temas sobre os quais a minha opinião se foi alterando ao longo da vida. Alguns permaneceram imutáveis desde que me lembro de "pensar": sou contra o aborto e, claro está, sou profundamente contra a pena de morte. Creio que a nenhum indivíduo deve ser dado o direito de efectuar julgamentos que impliquem a morte do julgado, independentemente do crime em causa.
Esta é a opinião fácil de uma jovem nascida no pós 25 de Abril, educada sob princípios de liberdade democrática e moralismo cristão moderado.
Um outro princípio do qual não abdico é o da soberania do Estado independente. Enfureceu-me a invasão do Iraque. Enfurece qualquer um e, por isso, foi fundamentada em falsas premissas. Portugueses libertaram Portugal da ditadura. Portugueses colocaram o Comunismo no poder e portugueses perceberam que era chegada a altura de o substituir pela Democracia. Como teria sido para o nosso ego patriótico se outros o tivessem feito por nós? Se outros tivessem travado as nossas batalhas? Se ainda assim, o valor que damos à liberdade se espelha na taxa de abstenção... Quem culparíamos e contra quem nos revoltaríamos, se nem sequer tivessemos aprendido a revoltarmo-nos?
Fomos pioneiros na abolição da pena de morte e, ainda assim, fizemo-lo há pouco mais de cem anos. Países ditos desenvolvidos (as tais potências de que a Dona Fátima Campos fala) ainda não o fizeram. O voto feminino, a abolição da escravatura, etc. são tudo dados adquiridos hoje, mas que foram conquistados de forma difícil e há relativamente pouco tempo.
Todas as culturas estão em evolução; a civilização está em lenta, mas constante evolução. Há uns anos, a Oprah (eu sei... ) entrevistou uma jovem iraquiana da minha idade, que me fez reflectir. Era uma rapariga sortuda; filha de pais abastados e algo modernos que fizeram questão de lhe providenciar educação superior. A determinada altura, a Oprah pergunta-lhe como é possível as mulheres iraquianas não se revoltarem pelo direito ao voto. Como era possível ela, tão instruída e bem-falante, aceitar que, apenas por ser mulher, não poderia votar? A iraquiana respondeu, com um sorriso, que era precisamente esse o problema dos norte-americanos - exigem que as alterações sejam bruscas. Para ela, não fazia qualquer sentido as mulheres não poderem votar, mas também não tinha a mínima dúvida de que o processo de evolução estava em marcha e que, dentro de cerca de vinte anos, a realidade seria bem diferente. Sem revoluções e sem invasões (é claro que, entretanto, as tais grandes potências meteram o bedelho... o resto já se sabe).

Quanto à Sra. Dona Fátima Campos, tenho perfeita noção de que não me excedi nos comentários que fiz. É claro que ela não é obrigada a entrar em discussões ou a ver no seu mural opiniões díspares da sua. Mas, qualquer político que se preze, aprecia uma boa discussão. Surpreendia-me (mas não me ofendia) que a senhora tivesse apagado os meus comentários. Agora, manter os comentários e bloquear quem os fez é feio, porque impede a continuação da discussão encetada. Mais feio ainda foi o bloquear-me mas continuar a interpelar-me, pois parece a quem vê que eu fugi à discussão. Igualmente feio foi o tentar insultar-me utilizando a minha idade. Mas isso, já estou habituada; parece que é típico da "esquerda".

De qualquer forma, a Dona Fátima Campos ultrapassou tudo quando deu a entender que eu não respondia às provocações dela porque não queria... quando começou a falar de partidos e mencionou a minha idade. Enfim, é a democracia que temos no Monte Abraão.

sábado, 6 de novembro de 2010

O Curioso Conceito de Orçamento Participativo



A Junta de Freguesia de Queluz divulgou o já conhecido "orçamento participativo" e apelou aos seus fregueses que... participassem.
Mas, calma! Não participem de qualquer maneira. É só para opinar nos temas pedidos, nomeadamente:


- A sua rua e o seu bairro (tão vago que, até aqui tudo bem.)


- Iluminação pública (responsabilidade da EDP, NÃO DA JUNTA)


- Mobilidade - circulação automóvel e pedonal (é um misto, escapa!)


- Centro de Saúde (responsabilidade do governo central e, eventualmente, da Câmara Municipal. Lembrem-se que a bancada do PS na Assembleia de Freguesia de Queluz, a mando da Junta, votou contra a proposta para que se criasse uma Comissão relativa ao Centro de Saúde. Já há 5 anos foi a única bancada a não integrar a referida Comissão, que na altura existia por iniciativa da CDU, quando ambos não estavam "de panelinha")


- Parque Escolar (NÃO É COMPETÊNCIA DA JUNTA)


- Mercado Municipal (como o próprio nome indica, NÃO É COMPETÊNCIA DA JUNTA)


Melhor que um ditador, só mesmo um ditador "armado" em democrata! E armado em esperto :P

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O que tenho dificuldade em entender

A posição dos “sindicaleiros”: acredito que os sindicalistas não representam o verdadeiro interesse dos trabalhadores, representam muitas vezes os interesses de um grupo político que apenas sabe ser do contra, que ainda acredita que existe um aparelho produtivo em Portugal e que Cuba é um exemplo como país. Ser sindicalista é achar que os trabalhadores têm direitos sem nunca falar nas obrigações, que deviam trabalhar menos horas e receber mais, que qualquer aumento que seja proposto é sempre insuficiente. Acredito então que qualquer cidadão conseguia facilmente agarrar as “ideias” e desempenhar o papel desses comandantes. Porque ficam esses lideres tanto tempo nesses cargos? Se calhar até já se esqueceram da sua verdadeira profissão!!! Ou então sempre tiveram a profissão “Protestante” !!! O triste é que todos conhecemos alguma repartição, instituto, sector onde a ineficiência da administração pública está bem patente, onde existem mais pessoas do que trabalho a desenvolver, onde quem quer trabalhar está limitado e onde o horário mínimo impera. Sobre isto não se fala claro!!!
Os que falam em políticas alternativas, mas que não são alternativa a nada, aliás as politicas patrióticas seriam ter 10 milhões de funcionários públicos, sem avaliações (seriam todos entre bom e excelente), com horários reduzidos (talvez o ideal fossem 4 horas diárias), só com direitos e sem obrigações. Nunca vi escrito em lado nenhum como iriam resolver a situação de crise do país, como seria possível aumentar as receitas e baixar a despesa. Não vejo ideias, apenas um discurso gasto e sem noção da realidade; que se limitam a ser sempre do contra.
Os defensores de José Sócrates: vejo cidadãos que ainda acreditam no primeiro-ministro. Existem situações em podemos não querer ver, mas ao fim de tantas trapalhadas, afirmação seguida de contradição, não é injusto chamar-lhe mentiroso, ou seguindo a arte, nem sempre fala a verdade! Porque razão não se fala abertamente aos cidadãos? Será que existe a necessidade de omitir números? Não será que ao falarmos verdade e sermos frontais conquistamos mais facilmente a admiração das pessoas? Será que ser político é estar intimamente ligado a jogos sujos de poder, a esquemas e compadrios para eliminar adversários? Tenho dificuldade em entender esta mentalidade…
As opiniões sobre tudo: tornou-se moda todo o individuo ter opinião sobre todo e qualquer assunto, mesmo que não saiba os moldes de funcionamento e a real dimensão do tema. Todos entendemos que a justiça em Portugal funciona mal, no entanto, quantos de nós sabe apontar as reais causas para esse mau funcionamento? Pessoalmente não tenho opinião porque não conheço a estrutura, não sei os procedimentos nem qual a razão que leva ao acumular de processos. Interrogo-me se a culpa é do sistema, das pessoas ou dos dois.
Quando se fala em efectuar restrições orçamentais, todos os comentadores e “entendidos” no assunto falam em cortar despesa, mas são poucos os que dizem onde, porquê e as implicações dessas medidas. É comum ouvir falar dos “boys” que pela “competência” ocupam cargos de nomeação política, e fala-se sempre em cortar nesses, no entanto até que ponto eles estão infiltrados? No país de favores, de luvas, de promoções na horizontal, de pessoas com muita disponibilidade para fazer política todos os dias, pergunto-me quantos são os boys e quais os custos associados a estes parasitas. E esses indivíduos com o dom da palavra comecem a denunciar quem são, pois acho que todos os portugueses querem saber umas das causas do seu sofrimento.
Existem também aqueles que sabem um pouco de tudo, desde as finanças, justiça, passando pela educação e até de agricultura, portanto sou levado a concluir que temos um grande número de potenciais candidatos a primeiro-ministro. Temos um país de peneirentos, onde falam mas que não querem calos nas mãos, por isso, algum dia se vai resolver alguma coisa? E se fossem resolvidos alguns problemas era capaz de aumentar o desemprego intelectual.
DICA: a melhor maneira de aumentar a receita do estado seria com multas de trânsito, face à quantidade de artistas, de espertos, de apressados, de transgressões que vejo todos os dias, eram milhões a entrar….